Desde 1989 nossa mais tradicional e mais importante corrida, a São Silvestre, deixou de ser noturna. Muitos lembram como era diferente correr pelas ruas da cidade quase no momento da virada. Já os saudosistas vivem reclamando que a Globo (sempre ela) teria acabado com o que seria o maior charme da prova. Mas com a festa da virada na Avenida Paulista com mais de 1 milhão de pessoas para um show que começa às 20h00, não fica difícil ver que é inviável organizar o evento à noite nas proporções que ele tomou.
Para quem quiser (e puder), há agora Nova Iorque (EUA) a Emerald Nuts Midnight Run, uma corrida também dia 31 de Dezembro. 22h00 houve uma festa com um DJ comandando o som, às 23h00 um desfile com concurso de fantasias e à Meia-Noite a largada para uma prova de 4 Milhas (quase 6500m).
O charme do evento, além de ser na virada e no meio de uma festa, é o local; Nada menos que o Central Park, talvez o maior símbolo no mundo se tratando de parques e corrida!
Quem corre tem direito à camiseta (manga longa) e um souvenir. As inscrições vão de U$35 a U$55 (cerca de R$60 a R$95). Se você é da turma que “pode”, fique atento porque a do final deste ano já está confirmada!
written by Danilo Balu
Depois da aposentadoria-relâmpago, anunciada às pressas após uma frustrada participação na Maratona de Nova Iorque, o etíope Haile Gebrelassie, o maior corredor da história, se vê em meio a uma polêmica, raríssimas em sua longa carreira. Gebrelassie assinou um contrato anual de U$100.000 para estrelar comerciais do uísque Johnnie Walker. Acontece que Gebrelassie é uma estrela, um mito em seu país, além de ser um ícone do atletismo.
É um assunto delicadíssimo atletas virarem garoto-propaganda de bebidas alcoólicas ou andarem para lá e para cá com bonés com marcas de cigarro, como na F-1. Gebrelassie infelizmente saiu-se mal, disse algo como “se as pessoas ficam bêbadas, não é minha responsabilidade, elas deveriam beber com responsabilidade”.
Outro argumento que ele usou para se defender foi um pouco melhor, o de que não seria errado estrelar um comercial desse tipo de produto, no que ele está certo. Há, por exemplo, uma belíssima campanha do mesmo uísque estrelada pelo ex-jogador de futebol Roberto Baggio que passa uma mensagem de superação após ele errar aquele pênalti da final da Copa de 1994. Nesses casos, as empresas tentam vincular sua marca a alguma característica valiosa do atleta sem fazer com que ele, atleta, tenha que endossar diretamente o consumo do produto.
A linha que separa um caso do outro é muito tênue. Um dos casos mais recentes foi com o Ronaldo fazendo comercial da Brahma e não pegou muito bem. Já o do Pelé fazendo comercial do Viagra acabou virando folclore que só piorou quando ele tenta em entrevista se defender (?!?) dizendo que não faz uso do produto por não precisar (?!?). Apesar dos 2 jogadores derraparem, me parece bem menos desastroso do que o próprio Pelé e Zico fazendo comerciais de multivitamínicos (mais de uma vez!) ou do Oscar Schmidt e Giovane Gávio (vôlei) ficarem propagandeando uma picaretagem que dá choque e supostamente ajudaria a emagrecer. Enganar pode, mas fazer um filminho com mensagem do tipo “keep walking” é errado? Não mesmo!
Nas últimas semanas a estrela da NBA, Kobe Bryant, vem sofrendo ataques de todos os lados porque aparece em um comercial de vídeo-game fazendo as vezes de um militar na guerra. Acontece que Kobe aparece aos risos se divertindo matando com tiros virtuais quando alguns compatriotas combatem (e morrem) de verdade bem longe da família, um assunto muito caro aos americanos. Isso soou como falta de tato, infeliz, e é um dos grandes riscos que o atleta corre na construção de sua imagem quando decide aceitar esse tipo de contrato.
written by Danilo Balu
Com atraso fiquei sabendo de uma triste notícia no atletismo. Mês passado veio a falecer perdendo sua última corrida, desta vez contra um câncer, um dos grandes meio-fundistas de toda a história, David Wesley Santee. O americano Wes Santee, como era mais conhecido, nasceu em 1932 e faleceu no último dia 14 de Novembro.
Vim a conhecer mais da sua carreira lendo o melhor livro de atletismo que já li, The Perfect Mile, que narra toda a disputa entre ele, o britânico Roger Bannister e o australiano John Landy para ver quem seria o primeiro homem da história a quebrar a barreira dos 4 minutos na milha (1609m).
Santee ganhou o apelido de “Antílope de Ashland”, sua cidade natal, por causa de suas façanhas. Entre elas está o ouro individual no cross country do fortíssimo NCAA americano em 1953 quando liderou sua universidade rumo ao título geral. Ele ainda ganhou em outros anos a Milha e os 5000m.
Em 1952 Santee correu sem sucesso os 5000m nos Jogos Olímpicos de Helsinque devido a uma politicagem da antiga federação americana, a AAU (Amateur Athletic Union), que o impediu de correr os 1500m, sua especialidade, alegando que ele já tinha obtido antes uma vaga nos 5000m mesmo Santee sendo o melhor americano também nos 1500m.
Anos depois, Santee se transformou em um dos melhores meio-fundistas do mundo e se aproximou muito de sua meta correndo a Milha em 4:00.5. Nessa disputa contra o relógio, Santee bateu o recorde mundial dos 1500m, dos 1500m indoor e o da Milha indoor duas vezes. Assim, Santee chegou a ter 3 das 4 melhores marcas de todos os tempos na Milha.
Novamente vítima de burocracia, Santee foi suspenso do atletismo com alegações de receber dinheiro para correr mesmo sendo amador. E em 1956 foi banido do atletismo pelas mesmas razões e teve que abandonar assim a carreira, sua meta pessoal de quebrar a barreira dos 4 minutos (que ele nunca viria a quebrar) e o sonho de uma medalha olímpica nos Jogos Olímpicos de Melbourne de 1956.
Santee entrou para o National Track and Field Hall of Fame em 2005 e nos deixa aos 78 anos.
written by Danilo Balu
 Hannes Kolehmainen
Nas mais importantes competições do mundo, dos 5000m à Maratona, você pode não saber quem irá vencer, mas sabe que ele será queniano ou etíope. Porém, no começo do século passado os vencedores vinham de outros 2 países. O domínio absoluto dos africanos é coisa relativamente “recente”, eles vieram timidamente nos Jogos Olímpicos de 1968, foram ganhando espaço nas edições seguintes e viraram absolutos de Moscou (1980) para cá, quando o esporte foi se profissionalizando, deixando de ser mais uma ferramenta política para se transformar em negócio e profissão muito rentáveis.
Na seção Ídolos do Passado escrevi aqui sobre os suecos Arne Andersson e Gunder Hagg. Eles são 2 dos muitos escandinavos que dominaram a corrida de longa distância na primeira metade do século XX. A imensa rivalidade de Suécia e Finlândia no esporte criou, por exemplo, o Finland-Sweden athletics international, uma das mais tradicionais competições de atletismo do mundo que é disputada anualmente desde 1925 e desde o final dos anos 80 é o único desse tipo no mundo.
A incrível geração de finlandeses no fundo e meio-fundo fez surgir a expressão Finlandeses Voadores. O prim
eiro a ganhar esse apelido de “finlandês voador” foi Juho Pietari “Hannes” Kolehmainen (1889–1966).
HANNES KOLEHMAINEN, como ficou conhecido, foi ouro nos 5000m dos Jogos Olímpicos de Estocolmo (1912) quando estabeleceu o recorde mundial na distância. Infelizmente sua carreira atlética foi interrompida durante a 1ª Guerra Mundial e ele voltou apenas 8 anos depois para ganhar o ouro na Maratona na Antuérpia (1920) naquela que foi sua terceira e última medalha olímpica. Pouca gente sabe que o histórico e emocionante momento de acendimento da Pira Olímpica em Helsinque (1952) foi feita por Paavo Nurmi juntamente com ele.
Depois dele veio o maior de todos, a lenda Paavo Johannes Nurmi (1897–1973) que estabeleceu recordes mundiais dos 1500m aos 20km. PAAVO NURMItem um total de 9 ouros e 3 pratas nas suas 3 participações olímpicas (1920, 1924 e 1928). Por acusações políticas de profissionalismo ele foi banido dos Jogos de 1932.
Em Antuérpia (1920) ele conquistou 3 ouros, sendo um deles nos 10000m e uma prata nos 5000m. Em Paris (1924) foram 5 ouros incluídos aí os 1500m e os 5000m cujas finais estavam separadas por apenas 26 minutos. Com receio de sua integridade, dirigentes finlandeses o retiraram dos 10000m o que o deixou furioso, como protesto ao retornar ao seu país ele quebrou o recorde mundial na distância que perdurou por longos 13 anos.
Em sua última participação, nos Jogos Olímpicos de Amsterdã (1928) ele faturou o ouro nos 10000m e d
uas pratas (5000m e 3000m com obstáculos). Seus 9 ouros olímpicos o deixam empatado em número com outros mitos do esporte como Larissa Latynina, Mark Spitz e Carl Lewis. Apenas Michael Phelps com seus 14 ouros possui mais, o que faz que Nurmi sempre seja mencionado quando se quer escolher o maior corredor de todos os tempos.
Depois foi a vez de Vilho (“Ville”) Eino Ritola (1896–1982). VILLE RITOLA, como ficou mais conhecido, emigrou para os EUA aos 17 anos e treinava com Hannes Kolehmainen que foi quem o incentivou a competir nos Jogos Olímpicos de 1920. Por achar que ainda não estava pronto, deixou para estrear somente em Paris (1924). Lá ele conquistou 4 ouros e 2 pratas sendo que nos 10000m ele foi ouro com meia volta de vantagem e quebrou seu próprio recorde mundial por mais de 12 segundos e 3 dias depois venceu os 3000m com obstáculos com uma reta de vantagem. Em Amsterdã (1928) ele foi prata nos 10000m (atrás de Nurmi) e se despediu com ouro nos 5000m quando deu o troco em Nurmi encerrando uma carreira de inacreditáveis 8 medalhas olímpicas.
Contemporâneo deles ainda houve Volmari (“Vomma”) Fritijof Iso-Hollo (1907–1969). VOLMARI ISO-HOLLO, como ficou conhecido, é bicampeão olímpico nos 3000m com obstáculos. Em Los Angeles (1932) uma enorme trapalhada dos árbitros impediu que ele
 Ville Ritola
batesse o recorde mundial da prova porque eles fizeram os competidores correr uma volta a mais. Em 1933 ele já era o recordista mundial na distância e assim chegou a Berlim (1936) como amplo favorito. Ele levou o ouro em uma prova fortíssima onde os 3 medalhistas quebraram o recorde mundial. Iso-Hollo tem também uma prata e um bronze olímpicos nos 10000m completando sua coleção de 4 medalhas em Jogos Olímpicos.
Outro extraordinário atleta foi Taisto Armas Mäki (1910–1979). Mais conhecido por TAISTO MÄKI, ele quebrou recordes mundiais nas 2 Milhas, 5000m e 10000m mantendo-os unificados de 1939 a 1942. Mäki foi também o primeiro homem a quebrar barreira dos 30 minutos nos 10000m. Após conquistar o ouro olímpico nos 5000m em Paris (1938) ele ainda quebrou outros 5 recordes mundiais naquele verão. Depois foi enviado aos EUA em 1940 em uma campanha de arrecadação de dinheiro onde correu para um público de 14 mil pessoas no Madison Square Garden e nesse tour ganhou o apelido de “finlandês voador”.
Bem mais tarde ainda surgiu o último finlandês voador, LASSE VIRÉN que veio assombrar o mundo nos jogos Olímpicos de 1972 e 1976 e sobre quem já falei aqui no blog.
written by Danilo Balu
Das 6 mais importantes Maratonas do Mundo, Boston é a “menos imensa”. Paris, Londres e Berlim contam com mais de 30 mil corredores, Nova Iorque e Chicago com mais de 40 mil! Em 2011, Boston terá “apenas” 21 mil, menos que a de Tóquio e empata com a Marine Corps (EUA).
O jornal Wall Street Journal lembrou que 5 anos atrás eram necessários 7 meses para se encerrar as vagas de Boston. Porém, não se sabe ainda o porquê, na internet passamos a ler rumores e receber avisos de que desta vez as vagas poderiam acabar em apenas 24 horas e assim a notícia se espalhou de forma viral.
Boston é uma prova centenária que atrai alguns dos melhores atletas do mundo e é a única que exige um índice técnico dos atletas. Ou seja, não parece difícil “vendê-la”, mas o jornal publicou que depois dessa boataria as inscrições se esgotaram em apenas 8 horas! 65 vezes mais rápido que a última edição! De 7 meses para 8 horas em 5 anos!
O pânico na internet correu de forma tão intensa e eficiente que acabou fazendo que o improvável viesse a ocorrer. Está aí então um novo truque para provas mais tradicionais, em vez de apelar ao princípio da escassez do produto, espalhe o boato dando até um prazo para o fim das inscrições, só isso explica a procura inesperada.
written by Danilo Balu
Leonard Patrick Komon é o nome da fera! O queniano de 22 anos em setembro havia quebrado o recorde mundial dos 10km em corrida de rua. Naquela oportunidade, correndo em Utrecht (Holanda) ele marcou 26:44 na distância!
Agora, novamente correndo na Holanda, Komon quebrou em 16 segundos o antigo recorde mundial dos 15km em rua que durava desde 2001 correndo a prova em 41:13 na 27ª Zevenheuvelenloop (algo como “Corrida dos 7 Morros”) em Nijmegen.
written by Danilo Balu
Os donos de academia e os síndicos de prédio agradecem que as esteiras tenham um desenho que exige muito pouco espaço, pois se os fabricantes se inspirassem somente naquelas rodinhas de gaiola de ramister, elas seriam mais ou menos como o modelo da foto, seriam um trambolho e muito mais caras!
written by Danilo Balu
Aqui você tem uma foto da largada! Mais fotos você encontra clicando aqui!
written by Danilo Balu
texto Marina Oliveira
Quando os participantes da última etapa do Circuito Athenas na capital paulista olharam pela janela de manhã, ficaram felizes com o que viram. O tempo nublado e sem chuva do dia 14 de novembro garantiu aos cerca de 3 mil inscritos nos 10 km e 21 km (meia-maratona) as condições perfeitas para quebra de recorde pessoal e boa performance.
O Circuito Athenas convidou os corredores ao desafio de aumentar as distâncias gradativamente ao longo do ano e, na terceira etapa, a largada foi realizada às 7h, no estacionamento do Transamérica Expo Center. O trajeto com poucos aclives e declives foi elogiado pelos participantes: “O percurso diferente foi o que me atraiu na hora da inscrição. Como era quase todo plano, eram grandes as chances de melhorar minha marca na meia-maratona”, disse o engenheiro Agnaldo Pedra, 45. Feliz, mostrava o relógio: completou a distância em 1h34min52s, a melhor de suas três provas de 21 km.
Alegria tripla
Quem concluía o desafio de terminar as três etapas em distâncias diferentes não escondia a felicidade – nem a camiseta de finisher que recebiam ao completar a prova. Esse era o caso da advogada Virgínia Almeida Lopes, 30. Em 2010, ela completou o Circuito Athenas correndo as distâncias de 5 km, 8 km e, finalmente, 10 km. “O evento manteve um alto padrão de organização em todas as etapas. Adoro o percurso e a possibilidade de estacionar o carro com segurança, além de poder fazer compras”, destaca logo após sair do Centro Mizuno de Avaliação e Compras com uma blusa de treino e um par de meias. Além da loja, a marca disponibilizou em seu espaço o teste do pedígrafo, que analisa o movimento da passada do corredor.
Assim como na retirada de kits no sábado, a arena da prova contou com diversas ações que mesclavam informação, experiências de performance e técnicas de relaxamento muscular. No Centro de Avaliação do Corredor, era possível realizar testes de agilidade, flexibilidade, força explosiva e equilíbrio e comparar a desempenho com etapas anteriores. No Centro de Recuperação, os inscritos usufruíram de massagens nas pernas e reflexologia nos pés para a recuperação pós-prova. Como parte das ações do Dia Mundial do Diabetes, o Hospital Sírio-Libanês ofereceu aos corredores testes de glicemia, para o controle da doença.
O Centro de Performance TOP 300 reuniu atletas amadores com índice comprovado que receberam tratamento especial com direito a lugar especial na largada, camiseta própria e um espaço diferenciado com hidratação, alimentação, massagens e crioterapia (a imersão no gelo). “O que mais gosto é poder largar na frente, sem tumulto”, ressalta o escrevente Ricardo Mesquita Almeida, 29. O corredor, que foi TOP 300 da prova nas três etapas, participou do evento em 2010 nas distâncias de 10 km, 16 km e 21 km. “O tempo frio e a posição privilegiada na largada me ajudaram a melhorar minha marca na meia-maratona, em 1h31min45s”.
Corrida de elite
Entre os vencedores, a felicidade por participar de um evento que privilegia aqueles que buscam performance também era grande. Na maior distância do dia a festa foi estrangeira: “A corrida foi ótima, e o percurso plano é muito bom. Espero voltar no ano que vem”, disse o queniano Kiprop Mutai, primeiro lugar nos 21 km. Já a campeã da meia-maratona feminina foi mais modesta: “Foi difícil liderar a prova toda e estou muito feliz com a minha performance”, completou a queniana Ednah Mukhwaha. Juntos, os três primeiros entre homens e mulheres dividiram uma premiação de R$ 12 mil.
“Não esperava ganhar. Mas liderei o tempo todo e quando cheguei aos 5 km e vi a minha distância para a segunda colocada, pensei: ‘essa prova é minha’”, contou a campeã dos 10 km Eva Rocha Duarte. Se no feminino a disputa foi tranquila, entre os homens os primeiros lugares só foram definidos no km 9. “Foi na subida da ponte, quando consegui arrancar e me distanciar do segundo lugar”, lembrou Adriano Pacheco da Cruz, vencedor nos 10 km.
Pódio
10 km
Masculino
1º Adriano Pacheco da Cruz, 31min58s
2º Celso Francisco da Silva, 32min01s
3º José Luis, 32min29s
Feminino
1ª Eva Rocha Duarte, 41min07s
2ª Sharon Kusuke, 43min03s
3ª Fernanda Lima, 43min19s
21 km
Masculino
1º Kiprop Mutai, 1h07min04s
2º Luiz Carlos Fernandes da Silva, 1h07min33s
3º José Magno dos Santos Mota, 1h07min56s
Feminino
1ª Ednah Mukhwaha, 1h20min06s
2ª Jucimara Félix dos Santos, 1h25min52s
3ª Daniela Barcelos, 1h38min30s
written by Danilo Balu
texto Marina Oliveira
A arena montada no Transamérica Expo Center começou a receber os inscritos da última etapa do Circuito Athenas na capital paulista às 8h, em um dia frio na cidade. Como tempo nublado é sinônimo de uma prova tranquila, a temperatura animou os participantes que compareceram ao local de retirada de kits durante todo o sábado. Quem decidiu participar dos 10 km ou dos 21 km (meia-maratona) recebeu como motivação um kit com training bag, camiseta de poliamida, revista e pulseira de ritmo, além de diversas atividades que reuniam informação, experiências de performance, reflexologia e compras.
Entre os corredores, muitos se preparavam para conquistar a tríplice medalha e a camiseta especial de finisher, por completarem as três etapas de 2010 aumentando gradativamente as distâncias. “Participei das outras duas etapas nos 10 km e 16 km, e agora estou pronto para completar a minha primeira meia-maratona”, contou o analista de crédito José Wellington da Mata, 40, logo após realizar os testes de agilidade, flexibilidade, força explosiva e equilíbrio no Centro de Avaliação do Corredor. “Estudei o percurso e estou tentando não ficar nervoso, mas acredito que amanhã a corrida será dura, por ser a minha primeira vez nos 21 km”, completa.
Quem também estava animada a espera do domingo era a assistente de importação Alessandra Tueini Toogood, 39. “Gosto muito desse percurso, que é em boa parte plano, mas conta com algumas subidas para aumentar o desafio. Também aprovo a estrutura do evento, sempre faço massagens nos pés. Corri 5 km e 8 km nas primeiras etapas e agora me inscrevi para os 10 km”, lembra a corredora logo após sair da sessão de reflexologia no espaço da Baruel. Lembrando que domingo é o Dia Mundial do Diabetes, o Hospital Sírio-Libanês ofereceu em um espaço a possibilidade de realizar testes de glicemia aos inscritos.
Comodidade para correr mais
O casal de médicos Cintia e Alberto Carramão, de 39 e 43 anos, também buscam a tríplice medalha na distância mais curta da prova. “O que me atraiu é a comodidade de participar de uma prova tranquila, bem organizada e com estacionamento na arena, o que é prioridade para quem mora em São Paulo”, ele diz. Cintia adiciona que poder realizar compras de artigos esportivos no Centro Mizuno de Avaliação e Compras também é vantajoso. “Na segunda etapa não esperávamos muito frio e viemos despreparados. Compramos as camisetas de manga longa na hora”, destaca. Além da loja, quem comparecia ao espaço da marca também podia realizar o teste do pedígrafo, que avalia o movimento da pisada do corredor.
Comodidade também é a palavra da vez no Centro de Performance TOP 300, que reúne os atletas com índice comprovado que recebem tratamento especial com direito a local diferenciado na largada e retiradas de chip e kit, além de uma avaliação física completa no sábado e práticas de relaxamento muscular no domingo.
Sara Lima, 43, será uma TOP 300 pela primeira vez em 2010. “Conquistei o índice ao longo do ano. Participei das provas de 10 km, 16 km e amanhã vou correr a meia-maratona”, lembra a bancária, que corre há oito anos e já perdeu as contas de quantas vezes completou os 21 km. “Não vejo a hora de usufruir das vantagens de ser quase uma corredora de elite! Gosto muito do relaxamento pós-prova e fico feliz de saber que amanhã tenho um espaço especial na arena. A corredora, que pensa em participar da Maratona de Nova York no ano que vem, não queria saber de estudar o trajeto. “Não gosto de saber por onde vou correr. Gosto da surpresa”.
written by Danilo Balu
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